sexta-feira, 18 de junho de 2010

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um pouco sobre Sustentabilidade

Primeiramente devemos analisar o que é sutentabilidade e em qual âmbito tratamos a mesma, pois corre-se o risco de se reduzir ou deturpar o tema nos tornando simplistas e repetindo idéias. Sustentabilidade como o nome diz é a capacidade de manter uma atividade (com fins lucrativos ou não) de forma que a mesma possa permanecer existindo sem destruir ou trazer impactos negativos ao meio onde está inserida. A sustentabilidade é apoiada sobre três fatores: ecônomico, ambiental e social. Econômico pois para atividade ser duradoura a mesma deve trazer benefícios para seus executores, portanto a empresa deve ser rentável ao longo do tempo; Ambiental pois os recursos naturais são limitados, e seu uso exagerado diminui o tempo de permanência da empresa no local, bem como aumenta os custos de produção ao passar do tempo, ou anula a possibilidade de perpetuação do negócio; Social pois a sociedade como um todo deve se beneficiar da atividade da empresa seja através da geração de empregos, pagamentos de bonificações a funcionários, pagamento de impostos, projetos sociais e aumento de renda da comunidade onde está inserida. Portanto a sustentabilidade deve ser vista como uma alternativa de gestão onde as atividades são pensadas para minimizar ou eliminar os danos sobre o meio ao qual a empresa está inserida e que a continuidade de um négocio, onde todas as partes (stakeholders, empregados, acionistas e comunidade e meio-ambiente) possam ganhar ou coexistir de forma proveitosa com as atividades feitas pela empresa.
Atualmente devido aos meios de comunicação darem enfâse aos aspectos ambientais parece que sustentabilidade é sinônimo de ecologia. Sustentabilidade é muito mais profundo do que só meio ambiente, ao qual é frequentemente reduzida, sempre com fins comerciais. A sustentabilidade é uma nova forma de pensar negócios, e obter lucro, é ter consciência de que os recursos naturais são escassos e portanto limitados; que a miséria é um subproduto de um sistema econômico onde a distribuição de renda é absurdamente desigual, gerando violência e fome; pensar sustentavelmente é saber que uma empresa não pode ser avaliada simplesmente pela sua lucratividade, mas sim sobre todo o dividendo social gerado pela mesma.
Como vimos a sustentabilidade está inserida na estruturação da forma de trabalhar da instituição e portanto torna-se um problema estratégico e por ser estratégico passa pela concepção e objetivos, metas e forma de pensar dos executivos e colaboradores. Portanto para tornarem-se sustentáveis há a necessidade de uma completa reformulação de conceitos e idéias por parte de empresários, governo e sociedade. Desta forma sustentabilidade deve ser vista de forma holística, hoje em dia economizar papel não é ser sustentável, economizar água é louvável mas muito simplista para se considerar uma empresa sustentável. Repensar os negócios, produtos, matriz energética, materiais utilizados, politica de recursos humanos e programas sociais são básicas para um mundo melhor. E isto só será efetivo quando a sociedade ter consciência no seu papel de cidadãos e houver uma mudança efetiva de atitude, por enquanto sustentabilidade não passa de propaganda de televisão.


terça-feira, 16 de junho de 2009

Vítimas do Sistema

Vítimas do Sistema 

                Até que ponto necessitamos de líderes? Ou quais somos vitimas de um sistema cruel? Somos responsáveis pelo nosso sucesso ou fracasso?

                Uma nova perspectiva de líder torna-se vital neste tempo de crise, segundo alguns autores esse líder é responsável pela equipe, ético e comprometido com os resultado, mas se lermos os livros sobre liderança, vemos que este atributos são "eternos", e o que o grande diferencial de hoje é que os valores morais necessitam ser retomados, após tantos escândalos e fraudes ocorridos no sistema financeiro. Pode-se ver que a coordenação, a delimitação de objetivos precisos, gestão e motivação da equipe são fundamentais, lideres então são necessários, mas o tão esperado resultado, não pode ser obtido se as pessoas já desistiram de trabalhar em equipe, crescer e produzirem. 

Muitas pessoas ao nosso redor seja no trabalho, ou em outro ambiente social, queixam-se constantemente da vida. Seja pelo chefe "explorador", a empresa que remunera mal, ou que o talento nunca foi reconhecido, ou que a crise fechou novas oportunidades. Estas pessoas poderiam ser chamadas de vítimas da "vida", sentem-se frustradas por não terem conseguido o que queriam e não terem alcançado o tão sonhado sucesso, e ao serem vítimas querem que o culpado seja condenado seja quem for, o pior que muitos não sabem dizer quem é o culpado pelo fracasso. São pessoas reativas, pois não assumem a responsabilidade por suas atitudes, são pessoas que não se qualificaram, que perderam oportunidades por medo de mudar, não buscaram desenvolvimento pessoal e profissional, não participam das atividades da empresa e pelo contrario criticam qualquer atitude de inovação, não aceitam a mudança e não conseguem ver que a mudança é o que temos de mais constante em nosso tempo, possuem uma visão de mundo limitada reconhecendo o cotidiano como absoluto. No final das contas dificilmente conseguiriam o sucesso com essas atitudes. Como toda vítima necessitam de achar o culpado, e desta forma começam a se queixar das atitudes da empresa que é responsável pelo sua vida ruim, a culpa pode ser pulverizada entre salário baixo, insensibilidade da direção da empresa, falta de oportunidades de crescimento, superiores incompetentes e exploradores, entre outras dez mil razões possíveis.

Acham que se mudarem de emprego os problemas se resolveriam, mas descobrem depois da mudança que tudo continua o mesmo.

Com essa visão de vítimas do sistema, o resultado é a insatisfação e a insatisfação leva a revolta. E essa revolta é expressa através de constantes queixas e queda de produtividade, em longas e desgastantes discussões com chefes e colegas e conseqüentemente a recusa de cumprir as tarefas requisitadas, nas constantes ameaças de saírem da empresa ou de falar algumas "verdades" aos superiores. Estas atitudes levam a desagregação da equipe e perda de todo o trabalho feito pelo líder.

                Então o grande ponto para o líder é identificar tais "vítimas", e provocar a mudança de atitude e de visão enfim de mostrar que o problema não é o ambiente mas sim as atitudes individuais. Não que isto seja uma tarefa simples ou que sempre o líder terá êxito nesta empreitada, mas a verdadeira liderança é mostrar os caminhos possíveis e levar as pessoas a trilhá-los, desta forma buscando a satisfação pessoal.

                Por isso o líder muitas vezes não é culpado pelo fracasso da equipe, e não pode ser responsabilizado pelo fracasso pessoal de nenhum individuo, devido a não conseguir neutralizar ou reveter a situação das "vítimas", o que gera constantes crises dentro da equipe e a insatisfação generalizada.

                Desta forma necessitamos reavaliarmos nossa posição dentro da equipe e dentro da empresa e buscarmos a automotivação, para que o caminho do sucesso não seja fechado, e não percamos a perspectiva de um futuro melhor.

José A. do N. Neto